Museu
janeiro/2006 - Memorial do Imigrante

Memorial do Imigrante traz à tona a história de quem participou da construção de uma metrópole

Por Luciana Porfírio

Para quem gosta de saber um pouco mais da história dos povos, São Paulo é a cidade ideal. A maior metrópole da América do Sul reúne culturas de todas as partes do mundo. Nela, é possível experimentar os pratos típicos de diversas regiões, encontrar roupas e acessórios vindos dos mais diferentes locais e visitar museus que reúnem e preservam a memória coletiva.

Um dos mais curiosos da cidade é o Memorial do Imigrante, instalado nas dependências da antiga Hospedaria de Imigrantes, no bairro do Brás. Visitá-lo é como voltar no tempo. O local, que funcionou de 1887 a 1978 recepcionando os estrangeiros que vinham trabalhar no país, reúne um grande acervo de fotos (aproximadamente 8 mil imagens), móveis e utensílios da época.

Outro fato interessante é que o museu preserva uma lista completa de passageiros que desembarcaram no Porto de Santos e registros de entrada da antiga hospedaria. Por esse motivo, o Memorial recebe solicitações de certidão de desembarque de imigrantes, que tem valor legal em diversos casos, por exemplo, para pessoas interessadas em obter cidadania em outros países. Calcula-se que mais de 3 milhões de pessoas, entre 80 nacionalidades e etnias passaram por lá.

Na biblioteca, o visitante interessado em pesquisar sobre o assunto conta com um rico acervo de mais de três mil livros, periódicos, arquivo de recortes de jornais, folhetos, teses e transcrições de depoimentos de imigrantes coletados pelo Setor de História Oral do Memorial.

Construção e funcionamento

Tombada em 1982 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (CONDEPHAAT), a Hospedaria de Imigrantes foi construída na época em que o Governo estimulava a vinda de trabalhadores europeus com passagens subsidiadas para suprir a carência de mão-de-obra na lavoura. Com capacidade para abrigar três mil pessoas, esta hospedaria substituiu uma outra que havia no bairro do Bom Retiro, que se mostrava pequena para comportar a quantidade de estrangeiros que chegava ao Brasil.

Mas, a construção também teve outras serventias. Em 1929 alojou desabrigados da maior enchente de São Paulo, além de servir como presídio político no início da década de 30. Transformada em museu em 1998, passou a se chamar Memorial do Imigrante, um lugar que guarda uma interessante parte da história de São Paulo e do Brasil.

Serviço:

Endereço:
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Móoca – São Paulo, SP. Telefones: (11) 6693–0917 e 6692–7804.

Horário de funcionamento:
de terça a domingo, das 10h às 17h. O ingresso custa R$ 4,00 (adulto) e R$ 2,00 (criança de até 14 anos); a entrada é gratuita para menores de 7 anos e adultos acima de 65 anos. Os visitantes podem passear no bonde e locomotiva pagando o mesmo valor da entrada. O percurso é de aproximadamente um quilômetro, com duração de 15 minutos.

 

Maquete da Hospedaria, com vista geral do local onde eram recebidos os imigrantes

 

O Memorial possui uma lista completa de imigrantes que passaram pela hospedaria. Acima, uma das páginas em exposição

 
Uma das principais atividades da
agricultura em São Paulo era a plantação de café. No Memorial, há uma "fazendinha" para apreciação

Fotos da chegada dos imigrantes na Hospedaria fazem parte do acervo, que conta com aproximadamente
8 mil imagens
 
O passeio de bonde é uma das atrações que o visitante irá encontrar
 
 

Visite os sites:

Memorial do Imigrante: possui informações sobre as exposições temporárias e permanentes, resumo dos depoimentos de imigrantes, entre outras.
www.memorialdoimigrante.sp.gov.br

Mil Povos: site da prefeitura de São Paulo que traz a história da imigração dos povos, um mapa para orientação e endereços de onde encontrar comidas típicas.
ww2.prefeitura.sp.gov.br//milpovosespecial/index_especial.htm